Ministério da Indústria
Economia

Ministro de Estado defende transformação da riqueza nacional

O ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, defendeu na passada sexta-feira 18, em Porto Amboim, província do Cuanza Sul, a necessidade de o país edificar uma economia forte, estável e rigorosa, com recurso à apreensão da tecnologia e conhecimento existentes no mundo.

“A missão que temos em Angola é de edificar uma economia forte, diversificada e estável e que os principais centros de decisões sejam detidos por angolanos, ” referiu o governante quando procedia a abertura do 1º Conselho Consultivo do Ministério da Indústria.

O ministro de Estado apelou a conjugação de sinergias na perspectiva de aumentar a produção nacional e deixar de lado a "simples retórica", para adopção prática, com resultados concretos, para criação de uma economia forte e sustentável e menos dependente do sector petrolífero.

Numa primeira fase, continuou, o país deve ser auto-suficiente na produção alimentar, produzindo localmente para que, desta forma, a pressão sobre as divisas seja menor.

Realçou que embora se verifique, nos últimos 15 anos, uma redução do peso do sector petrolífero na economia nacional, tal baixa não se traduz ainda numa forma estrutural da produção nacional, das exportações e das receitas do Estado.

“Trata-se de uma situação que teremos que mudar com rapidez e para tal teremos de ser rigorosos e bem focados nos nossos propósitos de aumentar a produção nacional, bens e serviços, sobretudo o da sexta básica para o consumo interno e para exportação, ” sublinhou.

Afirmou que o processo de diversificação e da base produtiva das exportações não deve ser feito de modo espontâneo e difuso, mas na base de uma coordenação perfeita entre os investimentos públicos e privados, tornando o crescimento económico mais rápido e sustentável.

“A relação estratégica entre o Estado/privado é essencial para o nosso sucesso, ” enfatizou.

Quanto às cadeias produtivas do sector industrial, o responsável defendeu a necessidade de uma definição clara entre o papel do Estado e do privado.

“O papel dos investimentos públicos é de criar as condições necessárias para uma melhor operação e elevação dos níveis de eficiência dos investimentos privados e o seu crescimento e da economia nacional”, frisou, considerando que o Estado deve agir como regulador.

Manuel Nunes Júnior sublinhou que uma acção coordenada entre o sector empresarial nacional e estrangeiro, sob liderança do Estado permitirá a curto prazo apoiar a produção nacional, promoção das exportações e substituição das importações.